vivilendo

Editora e Distribuidora


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Quem Vive lendo liberta palavras…

Fada, tecido, âncora, nó, céu, ponte, magia, criança, sereia, feijão, dinossauro, cavalo, gaveta, galho, poema, pipa, terra, varal, sabor, imaginário, inferno, novelo, borboleta, Londres, história, memória, pirata, sabiá, renda, sobrado…

Quem vive lendo liberta fadas…

Editora Vivilendo 12 anos 13/05/2009


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O livro “De Piratas e pérolas” é lido e trabalhado pelos alunos do La Salle São João

Neste mês de maio/2021, manhãs mágicas de muita energia foram compartilhadas com os alunos do nono ano do La Salle São João, com a professora Vanessa, que deu um brilho especial ao debate e com a dedicação da Lu Michel , bibliotecária que muito incentiva a leitura.Conversa realizada após a leitura do meu livro “De Piratas e Pérolas”, momentos de reflexão, observações e questionamentos que deram um brilho todo especial às pérolas. O colar foi desfeito, as pérolas recontadas e ficou o desejo de que novamente aquele barco passe na linha do horizonte com aquela bandeira do pirata invisível balançando ao vento, porque as histórias nunca terminam, é o mar quem decide…


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É preciso uma aldeia inteira para salvar João e Maria…Onde estão as pedrinhas brilhantes e as migalhas de pão?Há outras marcas no caminho…

Joãozinho morava numa casa de acolhimento. Não havia Maria. Ele estava sozinho. A família era apenas uma avó muito idosa e doente que fora parar no hospital e depois morrera. Uma vez por semana ele participava  de uma oficina que presta serviço voluntário de contar histórias às crianças da instituição.         Como muitas crianças que vivem ali, Joãozinho fora abandonado numa floresta, quase devorado por animais selvagens, seduzido por uma encantadora casinha de doces, enganado por uma bruxa, mas sobrevivera. Depois de muito vagar, encontrara o lago, mas ainda não sabia como atravessar. Ele ainda se sentia perdido. Seu sorriso era breve e tinha olhos tristes. E, um dia escutou uma história…

        “Cercados por uma grande floresta vivia um pobre lenhador com sua esposa e seus dois filhos. O menino         se chamava João e a menina Maria. Ele tinha pouco      para comer e para compartilhar e, certa vez, quando      uma grande escassez caiu sobre a terra, ele não    conseguia mais trazer o pão de todo dia. Então, quando   o lenhador ficava pensando nisto durante a noite em         sua cama, ele se agitava de ansiedade, resmungava e   dizia para sua esposa
        — O que será de nós? Como iremos alimentar nossas     pobres crianças, quando não tivermos mais nada para     comer, nem para nós mesmos?
        — Eu te direi como, meu marido, disse a mulher, —         Amanhã de manhã bem cedo, nós iremos levar as         crianças para a floresta onde ela é mais densa, lá iremos      acender uma fogueira para elas e daremos um pedaço   de pão ou mais a elas, e depois iremos para o nosso    trabalho e as deixaremos a sós.

        Elas não encontrarão o caminho de casa novamente e    nós ficaremos livres delas.
        — Não, esposa, disse o homem, — Não farei isto; como   poderia suportar deixar meus filhos sozinhos na        floresta?   Os animais selvagens viriam logo e as    reduziriam a    pedaços.
        — Oh, seu tolo! Ela disse, — Então nós quatro iremos     morrer de fome, podes então ir preparando as tábuas       para os nossos caixões, e ela não o deixou em paz até    que ele concordou.
        — Mas vou sentir muita falta das nossas pobres     crianças, disse o homem […]”

        Quem não escutou essa história na infância? Talvez tenha contado e recontado para alguma criança? Aquele “Era uma vez…” descontraído antes de dormir, resgatado da memória, a narrativa reinventada, arquétipos atualizados e a casinha toda confeitada com os doces preferidos pela criança.

         Da forma oral ou usando algumas das inúmeras adaptações existentes, desde minilivros, até aqueles gigantescos que se desdobram e mostram os doces saltando da casinha. Algumas historinhas bem pequenas, outras médias e também as enormes que oferecem descrições detalhadas das desventuras das crianças perdidas, abandonadas pela família, as tentativas de retorno ao lar, e depois, aprisionadas por uma bruxa.

        A história de João e Maria é um conto de fadas que ultrapassa gerações. A narrativa mais conhecida foi publicada pela primeira vez em 1812, de autoria dos Irmãos Grimm. É uma versão já modificada para que fosse possível contar as crianças do século XIX.  

        As histórias mais antigas e consideradas originais, no entanto, descrevem a dura vida na Idade Média. Devido à fome, à constante escassez de comida e às pestes, o homicídio infantil tornava-se nesses momentos de crise, uma prática comum. O conto real tinha o nome de “As Crianças Perdidas”, e se passa nessa época sombria. Longe de ser um conto infantil, é uma representação das dificuldades passadas naquele período devido à falta de comida.  Contam essas histórias que os irmãos são deixados no bosque para morrerem, desaparecerem e se tornarem um problema a menos, porque não podiam ser alimentados e representavam um empecilho à sobrevivência dos pais. Uma situação inimaginável, que nos causa dor.

        Em algumas adaptações, não havia madrasta; a própria mãe persuadiu o pai a abandonar seus filhos. Esta modificação, como na Branca de Neve, pode ter ocorrido com o passar do tempo, como uma forma de atenuação deliberada da violência contra as crianças, até para que as mães conseguissem contar de forma mais natural, pois talvez, não suportassem a ideia da existência de outras mães que ferissem os próprios filhos. Surgia, aos poucos, uma literatura mais direcionada ao público infantil.         O arquétipo da mãe, de qualquer maneira está presente na imagem tanto da madrasta, quanto da bruxa. O fato de que a mãe ou madrasta tenha morrido quando as crianças matam a bruxa se deve ao fato de que a mãe ou madrasta e também bruxa são, de fato, a mesma mulher, ou, pelo menos, que a personalidade delas está unida por um elo.  

Além de colocarem as crianças em perigo, elas têm a mesma preocupação pela comida: a mãe ou madrasta para evitar a fome e a bruxa, proprietária de uma casa feita de guloseimas e ao mesmo tempo, seu desejo de comer as crianças.

        A floresta do século XXI

        Se compararmos nossa época com a idade Média, nós já temos tantas histórias terríveis nesta segunda década do século XXI, que não perderiam em nada para aquela época, se levarmos em consideração o tema tragédias e infanticídio.

         Nossa selva tem bruxos implacáveis. Demônios exemplares. Seres que trabalham sorrateiramente dentro das suas casas. Ao contrário da escuridão das trevas, temos luzes ofuscantes, sons ensurdecedores… Se na idade média os habitantes das aldeias eram obrigados a assistirem execuções, enforcamentos e fogueiras queimando pessoas, em nosso tempo, as cenas chegam repentinamente em nossas mãos e como robôs vamos girando a tela e nos horrorizando perplexos. Ou, temos telões nas nossas casas e em vários locais públicos, que sem censura, mostram cenas, depoimentos, investigações e reconstituições de crimes em qualquer hora do dia.

        Daria para desligar tudo, é claro. E seria uma bela ideia, sair para um passeio com as crianças. Por que não? No momento, é impossível, há outro monstro mortal, do qual temos que nos proteger: um vírus invisível, que se transforma e se multiplica a cada dia. Uma distopia tantas vezes narrada em filmes e livros de ficção científica: famílias aprisionadas com seus filhos dentro de pequenos quadrados, onde é preciso trabalhar, comer, dormir, estudar e brincar.

        Estamos perdidos. E a floresta? Nós mesmos a construímos.

        E nossas crianças?  Elas estão sim, da mesma forma que na Idade Média, igualmente inseridas em nosso contexto. Dentro de nossa floresta.

         Não é bem assim. Exagero! Muitos dirão: nossa história mudou; são tempos diversos; passamos por transformações; é absurda a comparação com a idade Média; temos estudos de leis; é outra civilização; uma infinidade de teorias do conhecimento, da psicologia e da pedagogia. Temos a ciência e já existem vacinas.

        Por um lado, sim, naturalmente. Os tempos são outros e bendita a evolução da ciência. É ela quem está nos salvando. A ciência vai nos resgatar. Só que será preciso a retomada.     A história tem idas e vindas, é cheia de voltas, desvios e encruzilhadas. Chega sempre aquele momento de nevoeiro em que não se sabe por qual caminho seguir. Há bifurcações. Fim de caminho. Floresta.  Talvez seja o momento de parar, sentar e refletir. Quem sabe, a história não nos convidou a isso? E não estaria na própria história as marcas do caminho? Nas histórias?

Marcas no caminho

        Olhamos pelas janelas e não vemos estrada. Por onde seguir? Como voltar? Como assim? Não deixamos as pedrinhas brilhantes? E as migalhas de pão, os pássaros comeram? Como ajudaremos tantos Joãozinhos e Marias?

        Voltemos à história. Por que um conto de fadas tão antigo ainda faz a criança temer ser abandonada na floresta? Ou se apavorar com a bruxa que vai comer o pobre irmão preso numa jaula? E vemos brilho nos olhos dela, quando Maria empurra a bruxa no forno? E ela sorri quando constata que João e Maria voltam para casa e lá não mais encontram aquela que os fez sofrer?

Nossa floresta tem holofotes que ofuscam a visão. Sons estonteantes bloqueiam a audição. Olfato e paladar são direcionados por apelos publicitários que fazem as crianças desejarem todos os dias devorar a casinha de doces. E para a maioria, ela é imaginária e inalcançável. Inúmeras crianças estão aprisionadas em apartamentos, em pequenas casas, grande parte sem divisórias, dificultando a existência do espaço do faz de conta, da fantasia, do brincar. Não mencionei um de nossos sentidos? Esqueci do tato? Espero que ninguém jamais o esqueça. Sim, ele é importante e indispensável. E no momento, está restrito. Precisaremos também resgatá-lo.

        Bruxas, mães e madrastas…

         Elas se confundem e se alternam. Um Arquétipo atualizado pela criança que escuta e percebe todas as nuances deste conto e de tantos outros. Neste conto de fadas dos Irmãos Grimm, há também o pai.    Um pai que atende aos desejos da madrasta, mas se arrepende.

        E no final, temos uma personagem coadjuvante: uma pata que ajuda Joãozinho e Maria. Ela explica que somente uma criança de cada vez poderá atravessar o lago e assim retornar a casa. A travessia solitária de cada um por vez está associada ao processo de individuação, segundo Jung, um caminho que cada pessoa percorre para chegar à realização e conseguir a felicidade.

Os Patos tem um simbolismo próximo ao das aves em geral, remete à liberdade, transcendência, mas há ainda uma característica importante: eles vivem em família, nadam sempre todos juntos. Quem chegou para ajudar João e Maria, foi uma das patas desse clã. A figura feminina lembra a mãe e também o fato de que uma das mães nessa floresta percebeu a solidão das crianças, escutou a necessidade e as conduziu.

        Hoje, diante dessa pandemia que nos oprime, olhamos na janela e constatamos que não há pedrinhas brilhantes, nem migalhas de pão, o caminho parece ter sido desmarcado. Só que nossas crianças ainda estão aguardando o desfecho. Infelizmente, muitas crianças não conseguiram escutar a parte em que é possível matar a bruxa, não deu tempo. Talvez, a história nunca tenha sido contada para elas. Presas dentro de gaiolas, elas olharam o caminho e jamais encontraram uma fila de contos de fadas no lugar das pedrinhas e migalhas. Os contos teriam sido as marcas do caminho de retorno.

Uma estrada de vaga-lumes

        Penso nesse instante, em que uma luz no caminho é urgente, num provérbio africano que tantos educadores citam, e que é fundamental quando pensamos nas crianças: “É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”. Nossas aldeias, no momento, estão invisíveis. Escondem-se nas bolhas virtuais, estão recortadas dentro das varandas gradeadas, divididas nas janelas dos edifícios.         E então, quando olho essa aldeia inteira da minha janela, lembro-me de Joãozinho. Não o irmão de Maria, da narrativa dos Grimm, mas do menino que deu início a este texto. Aquele que morava na casa de acolhimento e que escutava também a história deste Joãozinho e desta Maria dos contos de fadas. Durante a atividade, as crianças desenharam casinhas e foram convidadas a enfeitá-las com balas de goma. O menino distribuía as balas, alternando cores e lambendo os dedos, vez por outra comia uma das balas, mas tinha um pouco de receio. Ao final, quando todas as casinhas estavam enfeitadas, também foi dito às crianças que podiam comer as balas das casas.

Joãozinho sorria. Açúcar nos lábios. Relembrava a avó, relatava algumas aventuras com ela vividas e seu sorriso ficava cada vez mais doce colorido de balas de goma. A história dele foi desenhada com outros contornos.  A travessia do lago foi suave e o menino se permitiu flutuar no sonho. Sua história teve outro início. Joãozinho ganhou uma nova família e recriou seu feliz para sempre.

         Não havia pedrinhas brilhantes, nem migalhas de pão para marcar seu caminho de retorno. Não havia retorno. Mas havia uma história para ser contada. Havia um caminho marcado com histórias. As memórias dele com a avó foram por ele revividas. Todas as outras histórias contadas a Joãozinho ladrilharam o caminho que o conduziu a uma nova história e desta vez, por ele escrita.

        Há um caminho. Ele já está todo marcado. Todos os caminhos que percorremos têm histórias. Além de nossas varandas, além das nossas janelas e além das bolhas virtuais que criamos. Há crianças perdidas.  Há histórias para contar. Há histórias por narrar.  Joãozinho e Mariazinha precisarão sempre atravessar o lago, um de cada vez. É necessária a personagem coadjuvante, aquela que chegará no momento exato da travessia para conduzir a criança a uma nova história. Há crianças que precisam ser salvas. Olhemos nossas janelas. Agora! Os caminhos que trilhamos estão marcados por elas: as histórias.

Fotografias da autora, tendo como fontes ilustrações de livros de sua biblioteca pessoal:

Leete-Hodge, Lornie. Ilustrações de Beverli Manson. círculo do Livro, São paulo. 1978.

Os mais belos contos de Grimm. Ilustrados por alexander Koshin. civilização. São Paulo.

Clássicos Disney. Círculo do Livro. São Paulo.


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SEMENTES INVISÍVEIS

Quantas são? Quais? Onde?

Aquelas que não vemos e lançamos.

Sementes que nem chegaram,

Mas que acreditamos.

Do pé de maracujá.

No nosso quintal.

Um bate-papo somente,

Trabalho e conversa, dia quente

Cadeiras à sombra, brisa e jasmins,

Folhas e mais folhas

Verdes e com linhas

As verdes nos faziam pensar,

E as brancas… Chamavam-nos ao mundo…

Um mundo de trabalho:

Novos autores, originais…

Lançamentos, livros, gráfica, projetos, leitura…

Leitura e leitores, muitos…

Uma reunião maior,

Um bate-papo no quintal,

Todos os nossos autores…

Por que não?

No quintal da editora? Não seria melhor num café? 

Não só os autores… Por que não os leitores? E as crianças…?

Aqui? Em nosso quintal? Tanta gente?

Sim, e também professoras,

Vizinhos, pais e mães, gente que gosta de ler.

Não seria melhor um auditório? Afinal, é um seminário?

Não, que tal um bate-papo sobre livros no quintal da editora?

No quintal? Um quintal literário?

Sim, responderam as árvores em uníssono…

Um Quintal Literário!

 O Primeiro Quintal Literário Vivilendo!

Estava lançada a semente…

Invisível, inimaginada.

Terra fértil,

Campo de sonhos

“Se construirmos, eles virão!”

E vieram! Sempre!

Durante seis anos, seis Quintais Literários.

2013, o primeiro e inesquecível, envolveu todos os autores e autoras,

semeávamos, mas não sabíamos.

2014, desafiados pela chuva, das janelas da pequena casinha, pingavam livros, crianças, histórias e mais sementes.

2015, “O Quintal maravilhoso de Alice”, quando lançamos até mesmo um jornal impresso e um gato no telhado nos avisou: “Vocês só podem ser loucos, se não fossem, não estariam aqui”. Éramos loucos. As sementes já estavam lançadas, mas ainda não as vimos.

2016, “O Fantástico mundo de Roald Dahl na nossa fábrica de livros”, quando muitas e muitas crianças reinventaram as histórias do autor, e ganhamos uma caixinha das crianças da escola.

Lá estavam elas: as sementes do maracujá.

 Elas chegaram, estavam visíveis,

 Fizeram-nos acreditar que mesmo debaixo de tempestades, mesmo em períodos difíceis, tréguas que a vida pede, elas estavam plantadas.

2018, quando através delas: “1001 mulheres valentes, de Sherazade a Elza”, o quintal nos mostrou que precisaríamos de muita coragem para seguir e o pé de maracujá já iniciava suas tramas.

2019, já sabíamos que o quintal seria uma “história sem fim” e com os livros de Michel Ende, descobrimos junto com todas as crianças que, para derrotar o Nada era necessário coragem para voar junto o dragão e salvar a fantasia.

As tramas do pé de maracujá já davam voltas.

Nada sabíamos de 2020, mas muito aprendemos sobre o “Nada” e nada nos faria esquecer a história sem fim que existe dentro de um livro…

Nossas janelas precisaram ser quintais…O Nada cresce…

Silenciosamente, o maracujá continuava estendendo mil braços, esticando o vasto corpo…

 2021 amanhece rápido e o maracujá derrama-se em flores e oferta frutos, já ocupa grande parte do quintal,

 Num imenso silêncio, preenchendo o Nada …

E nos mostra a todo instante que a história não tem fim, Que a fantasia ainda pode ser salva,

A não ser que a maioria decida saltar para o nada:

        “… Quando chegar a sua vez de saltar para o Nada, você se transformará também num salvador do poder, desfigurado e sem vontade própria. Quem sabe para o que vai servir. É possível que, com sua ajuda, se possam convencer os homens a comprar o que não necessitam, a odiar o que não conhecem, a acreditar no que os domina ou a duvidar do que os podia salvar… Há também uma quantidade de pobres tontos que, naturalmente, se julgam muito inteligentes e pensam servir à verdade, e não encontram nada  de melhor para fazer do que  dissuadir as crianças da existência da fantasia…”( Michel Ende, “A história em fim”)

Continuemos! Acredite!

As sementes são invisíveis e algumas ainda estão por vir.

Viviane De Gil


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Em 2020, faça de sua janela um quintal!Lembra da ideia que semeamos?Ler no quintal…

Outubro, mês da criança, mês do Quintal Literário Vivilendo, mês tradicional de feira do livro, primavera… A editora Vivilendo preparou alguns KITS Quintal Vivilendo, com promoções que costumamos fazer em nossa feira do Quintal. Aqui estão algumas sugestões, com entrega gratuita em Porto Alegre. Mensagens no email: vivilendo@hotmail.com ou para a página do facebook: vivilendo editora e distribuidora e autora e diretora da editora Vivilendo: Viviane De Gil.

KIT INFANTIL:

O ÚLTIMO GALHO / CONTO DE ALDEIA: 40,00 ( quarenta reais)

PÁGINAS MÁGICAS/UMA FADA APRISIONADA: 25,00( vinte e cinco reais)

KIT INFANTO JUVENIL/ ADULTO( 12 ANOS EM DIANTE):

DE PIRATAS E PÉROLAS/ERA UMA VEZ UMA PONTE: 40,00 ( quarenta reais)

PREÇOS INDIVIDUAIS:

O ÚLTIMO GALHO: 20,00

CONTO DE ALDEIA: 25,00

VALENTINA E O FEIJÃO: 35,00

DE PIRATAS E PÉROLAS: 25,00

ERA UMA VEZ UMA PONTE: 25,00

UMA FADA APRISIONADA: 15,00

PÁGINAS MÁGICAS: 15,00


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Em 2020 a tua janela pode ser um “Quintal Literário”

A ideia de um livro aberto no quintal, na varanda, na sacada ou na janela nunca… Mas nunca mesmo em toda a nossa vida (e me refiro a várias gerações) foi tão urgente, necessária e sublime.

         Contamos, muitas vezes, que a história de nosso Quintal Literário surgiu numa roda de conversa entre nossa equipe sobre a possibilidade de usar o próprio quintal da editora para estimular a leitura. Convidamos nossos autores, amigos e familiares e colocamos a ideia em prática. O projeto nasceu, cresceu e se estendeu a escritores além da editora, caracterizou-se como um evento temático, envolveu uma escola pública, repetiu-se por vários anos, ganhou a adesão de outra escola e chegamos a 2020. Ano atípico. Inigualável. Estarrecedor.

         Num dos “Quintais literários”, ganhamos dos alunos de nossa escola parceira, sementes de maracujá presenteadas numa caixinha. Plantamos, acreditamos e ele cresceu, espalhou-se, deu frutos, cumpriu ciclos acompanhando as estações do ano, assistindo a continuidade dos nossos “quintais”, sempre sendo referenciado como uma testemunha de que é preciso semear e acreditar.

         Hoje, nosso espaço está silencioso, como todos os lugares do mundo que um dia abrigaram vozes de crianças e projetos literários. Agora as árvores, os frutos, as flores e os pássaros estão cumprindo, encantadoramente sua função, preenchendo os espaços.

         A ideia de “Quintal Literário”, portanto, permanece viva. Está latente na memória de todos que aqui estiveram: “O Maravilhoso Quintal da Alice”; “A fantástica fábrica de livros no mundo de Roald Dahl”; “De Sherazade a Elza: 1001 mulheres”; e o mais recente: “Quintal Literário: Uma história sem fim.” Tais temas movimentaram nossa equipe, professoras, coordenadoras das escolas e centenas de crianças.

         Como todos sabem, nosso projeto começa a ser planejado em fevereiro: de março a maio realizamos contatos com as escolas, conversamos sobre a temática, envolvemos a todos com as leituras referentes ao tema escolhido; de junho a setembro, incentivamos e envolvemos professores e alunos com as leituras e o resultado é colhido até o final de setembro, quando as escolas sempre nos surpreendem com o resultado mágico: uma produção criativa, inusitada e sempre esperada na exposição, o maior destaque do evento “Quintal Literário” sempre previsto para outubro.

          Compreendendo a urgência e necessidade de incentivar a todos para que “fique em casa”, o sétimo Quintal Literário será em 2021.

         Estabelecendo uma relação do “Quintal Literário 2019”, lembrando

 o título: “Uma história que não tem fim”, tema que envolveu os livros de Michel Ende, reafirmo que esta história não pode ter fim porque foi inventada, reinventada e recebeu múltiplos significados atribuídos pelas próprias crianças. Uma energia assim não se dissipa. E hoje, olhando e sentindo o silêncio que paira em nosso quintal, temos a certeza de que “a imperatriz criança”, termo usado pelo autor no livro “A história sem fim”, reinventará sempre inúmeros universos a partir de um livro.

         Sabemos que agora, em cada quintal, varanda, sacada e janela, há crianças que sabem que é possível aprender e reaprender, inventar e reinventar, criar e recriar universos a partir de leituras. Em 2020, professoras, autores, crianças e todos que prestigiam nosso “quintal”, o “quintal literário” são as janelas.

         Nosso maracujá continua forte, dando frutos, estendendo ramos, cada vez mais numa história sem fim em busca de muito mais tramas. Nosso quintal literário continuará sempre vivo de todas as formas.

         Quem Vive lendo liberta fadas!


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SUBA, ATÉ O ÚLTIMO GALHO!

“… Acabara de chegar e já escutava o sussurro. Era uma voz carinhosa e calma, que falava de muito longe, de outro tempo… Muito distante. – Suba, venha até aqui, no último galho! Venha, Melissa, não tenha medo, no último galho! A sombra do balanço enluarado oscilando mais parecia um fantasma brincando nas trevas. E ela sabia que não era o vento que fazia os balanços andarem sozinhos. Já havia aprendido isto na infância. A ternura da voz que lhe chegava aos ouvidos era como um carinho e um bálsamo que ela tinha saudades, mas já havia esquecido do quanto era bom aquele estado de plenitude e segurança. Seus cabelos, numa mistura de branco e cinza, que estavam presos por uma travessa no alto da cabeça aos poucos foram desmoronando e ela deixou a nuca cair no encosto da cadeira, dirigindo seu olhar para o alto da copa verde prateada de lua. Dois pares de olhos brilhantes estavam fixados nela. Um deles era de uma azul brilhante, como se tivessem dois faróis acesos e o outro era negro aveludado, num formato de amêndoa, que tendia para cima. Os rostos sorriam. Primeiramente, seu olhar era de susto, depois reconhecimento e finalmente, o sorriso…”

Descubra de quem eram os sorrisos… Também podes encontrá-los no último galho… Suba e descubra!

Homenageie um árvore!

O ÚLTIMO GALHO

VIVIANE DE GIL

EDITORA VIVILENDO

preços promocionais: 20,00 ( Vinte reais)

contatos: mensagens para a página facebook Vivilendo editora e distribuidora

ou email: vivilendo@hotmail.com


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PUBLICAÇÕES 2019

Porto Alfabeto Alegre ( autores: Wanda Queiroz e William Mog)

O Sabiá e a Primavera ( autora: Ana Maria Bettini)

Porto Alfabeto Alegre

Autora: Wanda Queiroz

Ilustração: William Mog

Um passeio pelos recantos de Porto Alegre descritos num texto alegre, leve e dinâmico de A a Z é o tema do livro colorido e desenhado por William Mog.

O Sabiá e a Primavera

Autora e ilustradora: Ana Maria Bettini

A primavera não viria se o Sabiá não conseguisse cantar. Uma fábula encorajadora e repleta de imagens significativas, esperança, compaixão e valorização da vida.


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CONTO DE ALDEIA Lançamento de Viviane De Gil

O  livro apresenta o universo de Garapuvu, uma aldeia de pescadores onde vive o menino Valdinho que tenta compreender a vida, o crescimento e a morte, misturando sua aventura pessoal com as lendas em que está mergulhado. É nessa busca que ele se depara com o inesperado: uma sereia negra.

familia 1Capa Conto de Aldeia 1.jpg O cenário mistura a madeira dos barcos, o branco da areia, a textura das rendas e o colorido das flores que podem ser vistas nos jardins, nas cortinas e nas toalhas que brincam ao vento e tingem a lida diária dos pescadores e de suas famílias. Nessa aldeia, mora Valdinho, filho de Dorival, um pescador que costumava enfrentar o mar com valentia. Uma tempestade e o destino, no entanto, são mais fortes do que ele e o levam para o fundo do mar, deixando a mulher e filho inconsoláveis.  Para compreender as razões, Valdinho decide embarcar numa canoa construída pelo pai que o presentearia em seu décimo aniversário. Habituado a escutar os contos de aldeia nas rodas de pescadores, Valdinho se depara com uma sereia que o fará perceber que a vida reserva sempre algo mais.

O livro destina-se ao público infantil, mas estende-se a diversas idades por associar temas como: perda, diversidade, referências musicais como Clara Nunes e Dorival Caymmi, além de um intertexto com “A Sereiazinha”. No prefácio, Giordano Gio, cineasta e historiador da arte salienta o quanto as sereias mudaram sua forma no nosso imaginário com o passar do tempo: “…Da lenda da Melusine medieval, passando pela Pequena Sereia de Andersen, chegando até aos habitantes da Terra do Nunca e a brasileiríssima Iara, elas tiveram muitas formas…”      As ilustrações que compõe o livro nascem do imaginário do Arquiteto, urbanista e artista gráfico, Guilhermo Gil que, ao refletir de forma metafórica o universo de Garapuvu, mistura texturas e cores típicas dessas aldeias, captando o movimento das ondas e das notas musicais entoadas na narrativa.